REVIEW: Game of Thrones – “The Lion and the Rose”: S04E02

Sinopse:
Tyrion dá uma mão para Jaime. Joffrey e Margaery são os anfitriões de um café da manhã. Em Pedra do Dragão, Stannis perde a paciência com Davos. Ramsay encontra um propósito para seu bichinho de estimação. Ao norte de Muralha, Bran tem uma visão.
Um dos mais aguardados episódios de Game of Thrones foi finalmente transmitido, superando algumas expectativas, e destruindo outras. Antes de fazer essa review, fui ver em fóruns e sites de Game of Thrones o que o pessoal estava achando, e percebi que o episódio dividiu opiniões em alguns aspectos, e principalmente, no principal tema: O Casamento Roxo. Então nessa review, expressarei um pouco da minha opinião, e como qualquer adaptação, compararei ao livro.

Também percebi certa polêmica com relação aos spoilers da série, o que, pra mim, não tem nexo, pois após a transmissão do episódio, todos os meios de informações oficiais de Game of Thrones foram completados: O Livro, e a Série. Ou seja, não tem como querer controlar spoiler de algo que JÁ PASSOU, e que foi entregue pelos próprios "autores" de tais obras. Sendo assim, como qualquer review, essa terá spoilers do episódio, mas só o que diz respeito a este. Discutirei algumas coisas do futuro da série, mas nada que vá quebrar a surpresa dos que não o conhecem. Quem leu os livros, irá entender. Quem não leu, espero que fique mais ansioso para ler esta obra extraordinária.

Enfim, o episódio tratou de Quatro plots da série, cada um em canto de Westeros: Theon sob a "prisão" de Ramsay, cenas pequenas de Melisandre e Stannis, Bran e, o mais esperado plot: Porto Real, que se encontra sob festa do Casamento Roxo.
Pois bem, vamos começar a discutir esse episódio.

Amei a abertura com o Ramsay, finalmente um pouco de Theon, que, na minha opinião, apresenta um dos melhores plots da série, atualmente. Confesso que fiquei surpreso com a aparição tão rápida do Fedor. Essa história inteira, desde ele sendo pego em Winterfel, até o atual show de horrores pelo que ele passa na mão de Snow, se inicia somente no 5º livro da série, Dança dos Dragões. Ou seja, os roteiristas estão correndo MUITO com a história dele. Fico mais surpreso ainda pelo fato de ter sido o próprio George Martin (autor dos livros) que roteirizou esse episódio. Então se foi ele, deve ter um bom motivo. O 6º volume da série deve trazer histórias ÓTIMAS do Theon para completar a defasagem de história que irá ficar para a série, visto que se seguisse os caminhos do livro, o personagem estaria sumido até hoje, e por um bom tempo.
Mas vão vão enrolar mesmo, e acho super normal... mas enfim, o que importa é que vimos pelo primeira vez algo mais aprofundado de Theon se tornando Fedor. Confesso que, por mais que odeie e repugne o que ele fez os Starks, me deu uma leve dó. A cena da navalha foi intensa, e muito bem colocada para mostrar o quanto Fedor é um ser debilitado e beirando a demência. O que me chateou um pouco é que ele está em um estado físico relativamente bom para o que vemos nos livros.

Então George Martin ataca no que seria, talvez, a mudança mais drástica da série, em relação aos livros, até aqui. Será que ele esqueceu completamente o futuro que ele escreveu para a Shae dos livros? Alguém me explica, porque diabos, construíram uma relação entre Tyrion e ela totalmente diferente do que é apresentado nos livros? Na obra original não é assim, e os leitores sabem muito bem que a história da prostituta não termina com ela sendo praticamente expulsa por Tyrion de Porto Real para não ser morta. Espero, de coração, que essa história não acabe aí. Quero muito ver o verdadeiro fim de Shae & Tyrion na série, e ficaria profundamente chateado com a ausência de um plot tão bom. 
Mas enfim, a cena, no contexto em que a série apresenta, foi ótima. Doeu até em mim o Tyrion xingando a Shae de puta, e ela chorando. Coitada... mas isso não pode acabar assim! Ela tem que voltar.

Bran aparece sonhando, é claro. Os sonhos verdes, em que ele é, na verdade, Verão, são tão bem retratados na série, que chegam a ser um dos maiores prazeres meus, como fã, de assistir. Não sei explicar... Bran wargzando é simplesmente incrível!
Enfim, a série reforça, mais uma vez, o medo dos irmãos Reed de Bran não conseguir voltar a ser humano, com a freqüência que o menino tem os Sonhos Verdes. É um dos mistérios da série o fato Bran ser tentado constantemente a viver para sempre em Verão, visto que lá ele pode ser livre, andar, caçar, correr... o que ele não pode enquanto ser humano, se tornando um eterno dependente. 
São cenas rápidas, a do Bran, mais para o público matar a saudade, sem muita importância. Talvez o fato mais importante, tenha sido a visão de Bran comandando o grupo para irem para o Norte. 

Vamos ao que interessa: Casamento Roxo (gritos).
Já tínhamos visto Porto Real com foco em Tyrion, mas a partir da segunda metade do episódio, Porto Real é única e exclusivamente para a festa do ano. E que festa!
A série constrói, o tempo inteiro, um Joffrey com ar mais pomposo, e extremamente arrogante que o normal, para, no final, resultar numa sensação de maior satisfação no telespectador com a morte do personagem. Acho que já era esperado, e sabido, de grande parte do público que assiste a série, e acredito que a sequência inteira da celebração de um dos momentos mais aclamados do terceiro livro tenha satisfeito grande parte do público. Para mim, alguns aspectos foram melhorados, mas outros me surpreenderam, e não de uma forma boa.

Para começo de conversa: Porque George Martin resolveu excluir, de uma hora pra outra, a rixa entre Tyrells e Martells, transformando Loras, que deveria estar em profunda tristeza pela morte de Renly (Tudo bem, no livro não é aprofundado, mas sabemos que ele se mantêm casto desde a morte do seu amado), em um promiscuo? Ele está transando com o Oberyn!!! Quero dizer, além de ter destruído de uma vez por todas a rixa, que apesar de estar ali, parece inexistente, entre duas famílias, arruinou, também, a história de um personagem.
Mas achei digno ele se levantar da mesa, ofendido, na hora do espetáculo de anões. E que melhora, em comparação ao livro! Cena espetacular... aumentaram o número de anões reis para cinco (no livro, somente dois), e acrescentaram todos os “Reis”, afetando assim, não só Sansa, mas os Tyrell, e metade dos presentes no casamento.
Foi ÓTIMO ver Joffrey e sua mãe, somente eles dois, às gargalhadas perante o espetáculo tão maldoso dos anões. Ótimo! Construiu um ódio pelo personagem mais que a maioria já tinha.

Agora, um ponto que me chateou: porque a HBO INSISTE em subestimar sua audiência? No livro, fica minimamente explícito quem envenenou Joffrey. Fica-se um fio de linha a se seguir, até o momento em que você tem certeza de quem é o culpado. Mas na série, isso ficou simplesmente descarado. Não vou falar quem realmente foi, para não quebrar a surpresa dos que não leram os livros (duvido que não perceberam), mas caramba, pra que tantos closes? Direção não soube mostrar.

Enfim, a cena da morte do Joffrey foi ótima, realmente. Confesso que senti muita falta do desespero e da tensão que o livro passa, com Joffrey ficando roxo, sangue saindo pelos seus olhos, ele gritando em busca de ar, emitindo sons animalescos, rasgando a própria garganta com as unhas... garanto que para quem não leu os livros, a cena foi suficientemente boa, mas os leitores acredito que ficaram um pouco órfãos de alguns itens mais dramáticos na cena, como o desespero de Cersei. Foi satisfatório, mas não tem nem metade do que é apresentado no livro. Ela enlouquece!!! Queria uma morte mais lenta para a personificação de um personagem tão odiado. Mas enfim...

Tyrion vai pagar pela morte de Joffrey, e Cersei mandando pegá-lo foi o auge. Achei, sinceramente, a primeira metade do episódio melhor que a outra, mas acredito que ter lido as obras influenciou um pouco nisso. Sou daquelesque preza por uma adaptação bem igual. Mas não reclamo de jeito nenhum. O episódio foi ótimo, e se sustentou, mantendo o nível da série, desde seus termos técnicos, sempre impecáveis, até tópicos mais ‘humanos’, como as atuações, em que o destaque foi do lendário Jack Gleeson. Não me entendam mal, mas a atuação dele é tão boa, mas tão boa, que me faz lamentar a morte de um personagem que eu tanto odeio, como o Joffrey.
O personagem foi tarde, mas o ator vai fazer falta. Ele era, sem dúvidas, um dos melhores do elenco.
Agora vamos esperar para a fuga de Sansa, que foi omitida no episódio como cliffhanger para o próximo, e o julgamento de Tyrion.

Não canso de elogiar essa série. Sem dúvidas, a melhor coisa que um dia existiu na televisão, e ocupa, sem sombra de dúvida, um grande (enorme) espaço entre as melhores obras literárias de todos os tempos.

• Joffrey humilhando Tyrion = INCRÍVEL!
• Achei as cenas da Melisandre com o Stannis incrivelmente chatas e desnecessárias 
• Loras humilhando Jaime foi ÓTIMO!
• Cersei estava arretada. Alfinetou Margaery, Oberyn, Pycelle, Tyrion, Brienne, Ellaria... caramba!


Promo do Próximo Episódio:

Yuri Hollanda

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