REVIEW: Orphan Black – “Nature Under Constraint And Vexed": S02E01

Sinopse:
Sarah suspeita que Rachel está por trás do desaparecimento de Kira e busca encontrá-la. Alison tenta seguir com sua vida depois da morte de Aynsley. Cosima busca ajudar Sarah enquanto lida com Delphine e Dr. Leekie.
A espera acabou! Orphan Black voltou, superando a si mesmo na qualidade, com um episódio de retorno brilhante e aflitivo, com suspense e adrenalina do início ao fim. A série que já tinha meu respeito desde seu piloto, mostrou que veio para se firmar no mundo de grandes séries. Talvez não ocupe a primeira posição, mas Orphan Black, sem dúvidas, está no meio de uma das melhores coisas que a televisão moderna já teve o prazer de transmitir. E o público, prazer de acompanhar.


Primeiro, deixa eu comentar sobre a cena inicial que me deixou BABANDO!!! Que direção! Que fotografia! A chuva, Sarah correndo, o slow motion (clichê, but gold), com os cabelos dela voando... essa cena foi um orgasmo visual. Os 5 minutos que fizeram o retorno de Orphan Black uma coisa de encher os olhos, e que prendeu o público desde os primeiros minutos.
A série retornou EXATAMENTE onde o cliffhanger da temporada anterior nos deixou, com Sarah agora desesperada a procura da filha Kira, um pouco depois de matar Helena. A introdução muito breve de Rachel, é agora preenchida, e a série nos coloca em posição de odiá-la, já que ela é a grande vilã da história.

No pacote ainda vem a introdução da futura guerra que será criada entre as Clones e a "Corporação" que as criaram. Criador e Criatura, digamos assim. E que criaturas!
Sarah uma evolução incrível, desde o piloto. Sempre arranjando uma saída, por mais que um pouco mirabolante (e diria pouco verossímil). Na primeira temporada, ela se livrou de umas bebendo um vidro de sabonete líquido. Nesse, ela arromba a parede com um extintor.
Cosima foi um pouco ofuscada pelas outras clones nesse episódio. Agora doente, a clone conta com a ajuda da namorada Delphine, que está correndo atrás de uma cura. Não sei de que lado ela está, sinceramente. Ela é toda estranha... e é difícil dizer se a série irá fazer algo tão óbvio como colocar ela do lado oposto. Vamos aguardar.
Alison está incrível, como sempre. Ela é uma das minhas favoritas, então foi DEMAIS ver ela lutando contra os seguranças, apitando feito louca, e jogando gás de pimenta. Enfim, o desenvolvimento e aparecimento de todas as clones foi a melhor coisa nesse episódio.

Quanto as cenas de ação, que foram guiadas por meio de um suspense muito bem construído, onde Sarah consegue entrar na Dyad disfarçada de Cosima, foram incríveis. Tatiana Maslany, sempre nos trazendo ótimas momentos de interpretação, conseguiu compor expressões diferentes para cada uma das clones, e foi incrível ver Rachel aterrorizada com a imprevisibilidade da Sarah. Quando ela deu um tiro no vidro, e ela se tremeu toda... cara, que série!!
E como se não bastasse Rachel ser uma vilã suficientemente boa, ainda temos o aparecimento de um grupo de fanáticos religiosos, que, segundo Art, teriam capturado Kira.

O mais interessante do episódio, quando eu achava que não teria algo mais impactante, foi saber que Helena está viva, ensanguentada pedindo ajuda num hospital. E a descoberta de que uma facção religiosa logo nos faz associar ao fanatismo de Helena. Ou seja, ela tem culpa no sequestramento de Kira, e vamos ver no que isso vai dar... será que ela se juntará com Rachel?!

Sinceramente, agradeci aos céus e silenciosamente aos roteiristas por não terem matado a Helena. Ela é ótima, e trás a melhor atuação da Maslany.
Agora vamos esperar para o que a doida vai fazer. Já espero surtos e mais surtos, e que Orphan Black continue sempre assim. Confesso que não tinha me dado conta da falta que eu estava sentindo do clima e da qualidade dessa série. Bring it on, season two!

"My sestra shot me" saudades <3



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Yuri Hollanda

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