Resenha | Mistborn: Nascidos da Bruma - O Império Final (Livro 1)

Título: Mistborn: Nascidos da Bruma - O Império Final 
Título Original: Mistborn: The Final Empire 
Autor(a): Brandon Sanderson 
Editora: Leya
Ano: 2014 
Páginas: 608 
Sinopse: O que acontece se o herói da profecia falhar? Descubra em Mistborn! Certa vez, um herói apareceu para salvar o mundo. Um jovem com uma herança misteriosa, que desafiou corajosamente a escuridão que sufocava a Terra. Ele falhou. Desde então, há mil anos, o mundo é um deserto de cinzas e brumas, governado por um imperador imortal conhecido como Senhor Soberano. Todas as revoltas contra ele falharam miseravelmente. Nessa sociedade onde as pessoas são divididas em nobres e skaa – classe social inferior –, Kelsier, um ladrão bastardo, se torna a única pessoa a sobreviver e escapar da prisão brutal do Senhor Soberano, onde ele descobriu ter os poderes alomânticos de um Nascido da Bruma – uma magia misteriosa e proibida. Agora, Kelsier planeja o seu ataque mais ousado: invadir o centro do palácio para descobrir o segredo do poder do Senhor Soberano e destruí-lo. Para ter sucesso, Kel vai depender também da determinação de uma heroína improvável, uma menina de rua que precisa aprender a confiar em novos amigos e dominar seus poderes.

Nesse primeiro volume da trilogia Mistborn, conhecemos um lugar chamado Império Final, onde, há muito tempo atrás, o herói da profecia falhou e o Senhor Soberano conseguiu dominar o mundo. A história se passa mil anos após a vitória do Senhor Soberano e o mundo continua sob os comandos dele, que é imortal e tratado como um Deus. Essa sociedade é dividida em Nobres, que como o próprio nome sugere, são os ricos, e os skaa, pessoas pobres que, em sua maioria, são escravos.

É nesse contexto que conhecemos Kelsier, um ladrão que não está contente com a situação atual do Império Final. Ele quer pôr um fim no domínio do Senhor Soberano e liberar o skaa. Kelsier é um Nascido da Bruma, que são pessoas que conseguem ingerir e queimar metais, sendo que cada metal (oito, no total) agrega uma habilidade ao alomântico. Por exemplo, através da queima dos metais, eles podem aguçar os sentidos, ficarem mais fortes, e também podem empurrar e puxar os metais, usado esses poderes para sua locomoção.

O plot principal da história é o plano de Kelsier para derrubar o Senhor Soberano e o Império Final. Ele junta várias pessoas com diversas habilidades para ajudarem a colocar o plano em prática, que, desde o começo, é fadado ao fracasso por todos. É aí que conhecemos Vin, a outra protagonista da história. Ela era uma garota das ruas, submissa ao irmão, e que é recrutada por Kelsier por um motivo X, que eu não posso contar por ser spoiler. Ela é uma das melhores personagens femininas que eu conheço. Ao longo do livro, ela cresceu de uma forma incrível, fazendo jus ao posto de protagonista. E o que eu mais gostei nela: ela não é mimizenta e chata!

Voltando à história dos Nascidos da Bruma, pode parecer confuso o funcionamento desse sistema, mas, ao longo da leitura, você se acostuma e entende melhor. (Inclusive, a edição brasileira vem como uma tabela com os metais e os poderes que eles atribuem. Bem útil!) No começo do livro eu estava bem perdido com relação a isso, mas o autor conseguiu explicar os detalhes de forma excelente. Ele não parava a narrativa só para contar ao leitor como os poderes alomânticos funcionam, ele inseria as explicações nas cenas em que Kelsier estava utilizando os poderes.

O tamanho do livro pode assustar algumas pessoas, mas não deixe de lê-lo por causa disso. A leitura é um pouco demorada, mas é só por causa do tamanho mesmo, pois a narrativa em si é rápida e o livro não tem uma linguagem complicada. A escrita do autor também é ótima, no prólogo ele já conseguiu me prender e eu não queria mais largar o livro. Tanto as cenas de ação (que são ótimas), quanto as cenas em que o autor nos explica mais sobre o sistema político do Império Final são boas e prendem o leitor. 

No meio do livro, a narrativa esfria um pouco perdendo o ritmo frenético, e foca mais no lado político da sociedade, mas não é por isso que o livro fica chato, pois o desenvolvimento desse lado político é necessário para que o plano de Kelsier vá para frente. Mas isso logo é “resolvido” e o autor já volta com mais cenas de ação incríveis, levando a um desfecho muito inesperado. O desfecho foi tão surpreendente, que eu não tenho ideia de que rumo a história vai tomar a partir de agora, levando em conta que ainda restam mais dois volumes até o fim da trilogia.

O Império Final é um ótimo livro e é mais do que recomendado! O autor mandou muito bem na construção dessa sociedade e criou um sistema mágico único. (Eu, pelo menos, nunca tinha visto algo parecido.) Mal posso esperar para ler o segundo volume da trilogia, The Well of Ascension, que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

Confira também a resenha do segundo volume da série.
  


Me desculpem caso a minha explicação tenha ficado confusa, mas é assim mesmo, só dá de entender melhor esse sistema criado pelo autor durante a leitura.

Lucas Zeferino

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