Resenha | Prodigy (Legend - Livro 2)

Título: Prodigy
Título Original: Prodigy
Autor(a): Marie Lu
Editora: Prumo
Ano: 2013 

Páginas: 304
Sinopse: Os opostos perto do caos. Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.


Essa resenha contém spoilers do primeiro volume da trilogia. Você pode conferir a resenha de Legend clicando aqui.

Prodigy começa bem do ponto em que Legend terminou, com a fuga de Day e June. Os dois estão viajando rumo a Vegas para encontrar os Patriotas. Além disso, com a morte do Primeiro Eleitor, o seu filho Anden, assume o posto. Quando chegam ao esconderijo dos Patriotas, Day e June ficam sabendo do plano deles e decidem ajudar. Só que para isso eles terão que se separar, já que June, que reluta em aceitar participar do plano, teria que voltar para a República. E é a partir desse plano que a história se desenvolve.


Marie Lu conseguiu manter o nível do primeiro livro em Prodigy. Novamente com uma narrativa envolvente, ela dá prosseguimento à história de uma forma surpreendente e cheia de reviravoltas. Prodigy não é um daqueles livros de trilogias que, ao preparar o terreno para o terceiro e último livro, se torna chato. Muito pelo contrário, o livro se saiu bem em conseguir manter o ritmo apresentado no primeiro volume.

Novamente, o romance foi bem desenvolvido e não se tornou exagerado. Nesse volume, ele até tem um destaque maior na história, o que já era esperado, mas não foi meloso demais. E os personagens principais também não são mimizentos, o que, infelizmente, não é tão comum ultimamente nos livros do gênero.

Assim como em várias outras distopias, nesse segundo volume a autora dá mais detalhes sobre o mundo criado por ela. Com os Patriotas, somos apresentados a outro lado dessa sociedade, o que foi bastante interessante. E, além disso, a explicação de como o mundo chegou até aquele estado foi bem plausível e me agradou bastante. Na verdade, só o fato de ela ter se preocupado em mostrar ao leitor esse motivo,  já a fez ganhar pontos comigo. Não foi um daqueles casos em que a história se passa incontáveis anos no futuro e o mundo ficou de tal forma por causa da guerra e só. A autora se preocupou em dar um panorama um pouco mais detalhado.

Durante toda a história, os personagens não sabem em quem confiar e têm que tomar decisões baseadas no julgamento que eles achavam corretos naqueles momentos. E eu adoro quando isso acontece! Isso faz você ficar sem saber em quem acreditar e te deixa sempre esperando pelo pior. Apesar de te deixar inquieto durante toda a leitura, isso é um ponto positivo que torna o livro ainda mais interessante e difícil de largar.

Assim como o primeiro, Prodigy é uma leitura super-recomendada. Se você quer livros com uma boa trama, com bons personagens e de tirar o fôlego, a trilogia Legend é uma boa pedida.

 

Lucas Zeferino

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