REVIEW: Game of Thrones – 'The Mountain and the Viper': S04E08

Sinopse:
Os selvagens causam destruição e pânico. Os Bolton reclamam o Norte. Sansa e Mindinho viram o jogo mais uma vez. Em Meereen, Daenerys descobre uma traição. Em Porto Real, o julgamento por combate de Tyrion choca a todos.

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Game of Thrones, desde os primórdios da produção dessa Quarta Temporada, vem prometendo uma reta final como a série nunca teve antes. O show já nos provou que é capaz de sempre surpreender o seu público (seja pela obra literária original, ou pela própria produção de TV), e que sempre está inovando. Nessa semana ela vem cumprindo o que prometeu e pela segunda vez consecutiva nos trás uma morte chocante no final do episódio. 
No 4x07, exibido semana retrasada, Lysa Arryn, irmã da também falecida Catelyn (morta durante o Casamento Vermelho, tão famoso na saga) morreu caindo do seu próprio buraco construído em seu castelo, Ninho da Águia, traída pelo que pensava ser seu grande amor, Petyr Baelish.
Essa semana, Oberyn Martel prometeu libertar Tyrion Lannister em um julgamento por combate. A série, deixando sempre o melhor para o final, jogou o núcleo da cena de uma hora para a outra, nos mostrando faltando pouquíssimos minutos para acabar o episódio, sem ao menos uma cena de King’s Landing durante todo o episódio, onde a luta aconteceria, o que resultou em uma surpresa maior ainda, até mesmo para os que já leram os livros.
Mais uma vez, a série cumpriu com o resultado de uma boa cena, passando toda a essência do livro, e diminuindo mais ainda o que já era um aspecto bem diminutivo em Game of Thrones: a censura. E é disso que o povo gosta.



O episódio inicia nos introduzindo a invasão dos selvagens na vila Toupeira, perto da muralha. A série já mostrou Jon Snow saindo de lá, o que faz os fãs do personagem respirarem aliviados. Serviu mesmo para mostrar que uma guerra entre os dois bandos é iminente, e que acontecerá muito, muito em breve.
E mesmo assim, foi espetacular. Toda a direção da cena foi super bem feita, numa longa cena de uma tomada só, mostrando primeiro o interior do bar, contornando pelas costas de uma coadjuvante que serviu de POV para a cena em que Goiva é introduzida, até o momento em que ela e Ygritte fazem contato visual. Logo depois fomos levados para a Patrulha da Noite sabendo da invasão, e se preparando para o combate.

O plot Daenerys continua a mesma chatisse de sempre, agora introduzindo um novo plot, que para falar a verdade, não lembro se dá resultado relevante em algum momento do livro. Esse romance meio coadjuvante entre Missandei e o ex-Imaculado me pareceu forçado e fora de ordem, perspectiva. Simplesmente não encaixou no arco Daenerys, que teve algo muito mais importante introduzido em seu final e que poderia ter sido muito mais aproveitado.
Sor Jorah recebendo o “comunicado” de King’s Landing e sendo exilado por Daenerys resultou em uma das melhores seqüências do episódio. Toda a interpretação de Emilia Clarke, passando toda a emoção de Daenerys ao saber que fora traída mais uma vez (lembram da profecia lá na primeira temporada?), e querendo, mas não podendo, dar mais uma chance a Jorah foi demais! E como resultado da afeição criada pelos dois ao longo desse tempo todo juntos, ela o mandou ir embora vivo, e voltar para o seu “verdadeiro” lar.
Vamos esperar no que isso vai dar. 

Agora, mais uma vez, as melhores cenas foram de Fedor. Eu tenho que dizer que esse é um dos melhores, se não o melhor, arco que a série trouxe até hoje. Ver toda a evolução de Theon se convencendo de que é um nada, pagando da forma mais cruel possível por toda a crueldade que fez em Winterfell foi uma das coisas que a série mais prezou e lapidou durante o programa inteiro, e isso tem dado resultados maravilhosos em termos de cenas. A interpretação de Alfie Allen está estupenda, e vê-lo conseguindo interpretar FINGINDO ser Theon (tirem da cabeça de vocês que ele ainda é um Grayjoy), foi incrível DEMAIS. Enfim, ele é usado, mais uma vez, como cobaia de Ramsey para conseguir conquistar mais um reino na sua jornada em uma conquista suja do Norte. Ele consegue fingir bem, e conquista Fosso Cailin para os Bolton.

Falem o que quiserem da Sansa, mas não podem negar o quanto essa personagem é a que mais evolui na série. Ela nos fazendo acreditar (até mesmo Baelish) de que iria entregar o jogo ali mesmo, e depois manipulando a todos da sala foi ESTUPENDO. Que cena!
Sansa vem se tornando uma mini-Mindinho, e a evolução da personagem é um tapa na cara. Ela está começando a jogar o Jogo dos Tronos como se deve jogar, e é uma das grandes apostas, da legião de fãs que a série tem, para ocupar o Trono de Ferro no final das contas. O que vocês acham?!

Agora vamos ao que importa: Oberyn Martell.
Quem não pensou que ele iria ganhar essa luta, em? E digo para os que não leram o livro: A sensação de que ele sair vencedor dali é ainda maior.
Mas vou te contar... revoltante, não? Como um simples erro de atenção tirou a vida dele da forma mais cruel possível. Morrer com a cabeça esmagada! Triste... a única chance a altura de se vingar dos Lannisters...
Mas a cena da luta foi espetacular. Ele lutando como um touro, e se exibindo como um pavão, gritando em meio aos golpes para o Montanha que assumisse e se redimisse pelas vidas que os Lannisters tiraram da família dele. Demais!

Mas como nada é muito bonito em Game of Thrones, ele morreu. E é a segunda morte destes 4 últimos episódios da temporada da série. Para os que não leram, e não sabem dos restantes dos acontecimentos: Se preparem! Eu já li a série e posso assegurar a vocês que esse é o melhor desfecho de qualquer livro de fantasia que eu já li na vida (me referindo ao terceiro da saga, A Tormenta de Espadas), e se a série conseguir passar pelo menos metade do que o livro trás, já dá pra ser a melhor temporada.


• Coitada da Arya, meu Deus =(
• Quase dormi naquele diálogo IMENSO entre o Tyrion e o Jaime

Promo do Próximo Episódio:

Yuri Hollanda

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