Resenha | Filhos do Fim do Mundo

Título: Filhos do Fim do Mundo
Autor(a): Fábio M. Barreto
Editora: Leya
Ano: 2013
Páginas: 287
Sinopse: Quando as crianças do mundo param de nascer, um repórter se prepara para sua última matéria sobre o começo do fim do mundo. É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama. Em Filhos do fim do mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré- apocalipse. As catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente romance que vai encantar os amantes de ficção.
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Nenhum de nós gosta de assumir, mas temos medo de enfrentar o medo. Principalmente o medo do fim. Filhos do Fim do Mundo me fez repensar em alguns dos meus maiores pesadelos/medo. Filhos do Fim do Mundo é um ticket só de ida para estes enfrentamentos, viajamos investigando o absurdo, gerando um desconforto e curiosidade sobre... Sobre o fim do mundo! Um livro barulhento, repleto de sequências de ação dignas de se tornar a primeira película blockbuster com um diretor brasileiro, uma pena este país ainda não ser preparado para isso.

Um dia, sem data certa, numa cidade, não se sabe qual, um médico, sem rosto ou nome, constata o impensável: o fim do mundo chegou. Fábio Barreto trás um tema já conhecido e que me agrada bastante, o fim do mundo. Dessa vez não mortos-vivos, nem ninguém comendo cérebros, dessa vez temos um evento inexplicável que dá origem ao fim: à meia-noite, todas as crianças com menos de um ano morrem.

"Todas as crianças da maternidade estavam mortas. Todas.
Atrás dele, o relógio marcava meia-noite e cinco minutos. A luz verde do calendário eletrônico brilhava com ar fúnebre. Eram os primeiros minutos do fim do mundo."

Quando a população descobre que esse evento não ocorreu apenas ali, mas em todo o mundo, o desespero se alastra e o caos é total. Em meio a todas as perguntas sem respostas, surge um Repórter disposto a correr atrás da verdade. Ele parte em uma viagem em busca de respostas e deixa sua esposa que está grávida, à beira de dar a luz ao seu primeiro filho. Ele parte em busca de esperança, não só pelo seu filho, mas pelo mundo. É aí que os papéis de pai e jornalista se misturam e conflitam entre si. Como se tudo isso já não fosse o bastante, pessoas acabam constatando que não foram apenas as crianças que morreram, todas as plantas e animais com menos de um ano também morreram. O que isso significa? O fim está próximo. Será que ainda existe salvação?

Fico feliz em ver uma história tão fantástica, escrita por um brasileiro, fazendo tanto sucesso. Terminei de ler o livro faz exatamente 15 min, e já espero por outros livros de Fabio M. Barreto. Apenas uma dica, leia, e leia logo.



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