Resenha | O Vórtex Negro (Insígnia - Livro 2)


Título: Insígnia – O Vórtex Negro  
Título Original: Vortex
Autor(a): S.J. Kicaid  
Editora: Vergara & Riba    
Ano: 2014   
Páginas: 438

Sinopse: O impossível era só o começo. Agora, no segundo ano de treinamento como uma arma sobre-humana do governo, Tom e seus amigos são cadetes de Nível Intermediário na tropa de elite das Forças Intrassolares. Encorajado a trair seus ideais e amizades pelo bem do país, Tom se convence de que tem de haver outro jeito. E, quanto mais se dá conta da corrupção que o cerca, mais ele se compromete em combatê-la, mesmo que isso sabote seu próprio futuro no processo, mas isso pode lhe custar o que ele mais ama. Repleto de ação, inteligência e humor, o segundo livro da trilogia Insígnia continua a explorar perguntas fascinantes e atuais sobre poder, política, tecnologia, lealdade e amizade. 

Após ler Jogador Nº1 me interessei por leituras sobre jogos com realidades virtuais e coisas do tipo. No início desse ano, peguei  Insígnia – A Arma Secreta para ler e tive uma boa surpresa. O livro de estreia de S.J. Kincaid mostrou ter um bom ritmo e com uma trama bastante interessante. Pena que o segundo volume da trilogia, Insígnia – O Vórtex Negro, caiu na chamada “maldição do segundo livro” e não me agradou muito.

A trama se passa em um futuro não muito distante onde a Terceira Guerra Mundial está sendo travada, só que de uma forma diferente. As batalhas acontecem no espaço, sendo que as naves em combate são controladas por pessoas na Terra. O protagonista da história é Tom, que é convidado a ser um dos adolescentes que controlam as naves que participam das batalhas.

Como dito na resenha do volume anterior, a autora, além de mostrar toda a parte tecnológica da história, foca também na parte “política” da sociedade criada por ela, já que a guerra é travada por grandes empresas. Esse foco não é tão grande  quanto em livros como Jogos Vorazes, por exemplo, mas é interessante ver um pouco desse lado da história.

Diferente do que aconteceu no primeiro livro, a autora não soube manter o ritmo do livro. Enquanto “A Arma Secreta”, focou no que era interessante, deixando o leitor preso, “O Vórtex Negro” teve bastante enrolação. Até cerca de metade do livro você não sabe qual o rumo que a história vai tomar, dando a impressão de que a autora estava “andando sem sair do lugar”. Mas o livro não foi de todo ruim. Quando a história pega ritmo, ela fica interessante. Mas não tem como esquecer as quase 200 páginas de enrolação.

Um dos pontos positivos do livro é a relação entre Tom, Vik e  Wyatt. As cenas envolvendo os três eram sempre muito divertidas e me arrancaram algumas risadas. E, é claro, também tem toda a parte envolvendo realidades virtuais, que é muito interessante.
O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Tom, e, assim como o primeiro livro, é uma leitura super rápida.

Vale a pena ler a trilogia? Sim, principalmente por causa do primeiro livro, que é demais. “O Vórtex Negro” perdeu um pouco da qualidade apresentada no primeiro volume, mas a série ainda tem o seu valor. Apesar da pequena decepção  com o segundo volume, estou curioso para ver como será o desfecho desta história. O terceiro volume será lançado em outubro nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. 


Lucas Zeferino

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