Review | True Blood - Almost Home (S07E08)



Alguns episódios depois da grande surpresa da temporada, em que descobrimos que ninguém mais ninguém menos que Sarah Newlin é a cura da Hepatite V, True Blood se mantém num ritmo de despedida que os fãs de verdade não estão podendo colocar muito defeito. A série encontrou uma forma de fazer uma temporada que realmente está fechando círculos, dando adeus e entrelaçando personagens antigos com novos de uma forma respeitável. Dá pra se despedir com dignidade (pelo menos até agora).

Almost Home, infelizmente, foi um episódio sem grandes acontecimentos e que veio simplesmente para nos dar a entender de que algo importante ainda irá acontecer (o que True Blood fez inúmeras vezes durante toda sua existência). Também é preciso mencionar que houveram decisões um tanto quanto questionáveis.

O plot de Tara, que já se arrastava por alguns episódios sem que houvesse muita importância, me fez refletir sobre a mitologia da série: depois de tanto tempo acreditando – a série nos plantou isso desde a primeira temporada – que Lettie Mae foi uma mãe um tanto questionável e que sempre teve uma péssima relação com a filha (que a rejeitou durante todas as temporadas, praticamente), foi no mínimo estranho ver as duas se amando loucamente de uma hora pra outra. É claro que o plot de um pai alcóolatra e abusivo serve de justificativa para isso, mas tudo me soou oportunista demais... Por ser última temporada, por Tara ter morrido, por Lafayette precisar de uma ocupação nestes últimos momentos da série. Não convenceu. Pelo menos espero que esse seja o closure desse plot, porque ninguém aguenta mais Tara e a mãe nessa história que parece saída de Ghost.
Outro problema que finalmente foi resolvido foi Violet, que nunca teve razão de existir, desde a temporada passada, quando surgiu aleatoriamente na série. A personagem veio e foi sem acrescentar praticamente nada. Sinceramente, nem o entrelaçamento de Hoyt, sendo o responsável por sua morte, justifica personagem tão inútil e descartável.

Por fim, nos plots centrais, tudo continua sem grande avanço, em uma aparente construção de clímax para os dois episódios finais. Eric e Pam continuam levando a temporada final nas costas, rendendo de longe os melhores momentos. Sookie resolveu agir – só depois de transar com Bill, claro – para tentar salvar a vida do amado. Foi lá no pior cativeiro do mundo (onde todos conseguem entrar e sair sem que ninguém perceba) e descobriu todo o segredo envolvendo Sarah Newlin. O melhor nisso tudo foi a indagação de Sookie ao vê-la: Você? Como você veio parar no meio disso tudo? Também não sei, Sookie, mas eu sei que ela parou e foi a melhor coisa que aconteceu nessa temporada.

Quando todos foram parar no cativeiro de Sarah – reforçando que sequestro é besteira em Bon Temps –, era óbvio que toda aquela demora para Bill sugar o antídoto das veias da cura-humana estava nos preparando para um óbvio cliffhanger. Afinal, pensem comigo: o fato de Eric se curar funcionou como o atestado de óbito de Bill, não? Não era possível a série matar dois dos seus principais personagens. Mantendo Eric vivo, o rótulo de grande perda da temporada final sai de seu foco e se mantém todo em Bill, que sempre foi o protagonista original da série. Se ele vai morrer ou não, só aguardando pelos dois últimos episódios. Só esperamos que, se ele encontrar a true death depois de viver tanta coisa, que seja por um motivo plausível.

André de Oliveira

Redes Sociais

SNAPCHAT

SNAPCHAT

ANÚNCIO