Resenha | Mundo Novo (Mundo Novo - Livro 1)



Título: Mundo Novo
Título Original: The Young World
Autor(a): Chris Weitz
Editora: Seguinte
Ano: 2014

Páginas: 328

Sinopse: Imagine uma Nova York em que animais selvagens vivem soltos no Central Park, a Grand Central Station virou um enorme mercado e há gangues inimigas por toda a parte. É nesse cenário que vivem Jeff e Donna, dois jovens sobreviventes da propagação de um vírus que dizimou toda a humanidade, menos os adolescentes. Forçados a deixar para trás a segurança de sua tribo para encontrar pistas que possam trazer respostas sobre o que aconteceu, Jeff, Donna e mais três amigos terão de desbravar um mundo totalmente novo. Enquanto isso, Jeff tenta criar coragem para se declarar para Donna, e a garota luta para entender seus próprios sentimentos - afinal, conforme os dias passam, a adolescência vai ficando para trás e a Doença está cada vez mais próxima.


Mundo Novo é o primeiro livro de uma trilogia e tem uma premissa um pouco parecida com a da série Gone. Uma doença matou crianças e adultos, restando somente adolescentes no planeta. Esses adolescentes agora formam “gangues” e tentam sobreviver em um mundo desolado.

Apesar de ser um pouco semelhante à série Gone, Mundo Novo possui apenas personagens adolescentes, enquanto Gone mostra muitas crianças e o processo de amadurecimento forçado pelo qual elas passam. Em sua obra, Chris Weitz não leva a história para esse lado.

Interessei-me pelo livro assim que soube da premissa. Até a metade da obra o autor soube apresentar os personagens ao mesmo tempo em que dava seguimento à história. Mas, após isso, tudo pareceu muito sem rumo. Somente no final Chris Weitz deu uma esquentada na trama, terminando o primeiro volume com um cliffhanger, que, confesso, conseguiu deixar um gosto de quero mais. Mas, até esse momento, a leitura seguia e eu não conseguia ver o propósito do que estava acontecendo. Parecia que os personagens iam de um lado para o outro sem necessidade.

Não posso deixar de ressaltar o que foi, em minha opinião, um dos pontos altos do livro e que fez a leitura ser bastante divertida: o lado cômico que o autor inseriu na história. Logo nas primeiras páginas as tiradas dos personagens principais me arrancaram algumas risadas. O livro é narrado em primeira pessoa a partir dos pontos de vista de Donna e Jefferson. Ambos apresentavam formas diferentes de contar o que estava acontecendo, mas foram igualmente divertidas.

Como o livro foi lançado em 2014, as referências usadas pelo autor são muito atuais. Vemos, por exemplo, os personagens falando de Netflix, Snapchat e citando cantoras e cantores bem recentes. Isso contribuiu muito em tornar o livro engraçado e divertido.

Como falei anteriormente, o livro termina com um bom cliffhanger. Isso me deixa com um pouco de esperança de que os próximos volumes serão melhores no quesito desenvolvimento da história. Se o autor seguir o rumo que ele mesmo propôs no final de Mundo Novo, a trama só tem a melhorar.

Apesar das ressalvas, a experiência de leitura foi positiva. Rápida, bastante leve, apesar da temática, e divertida. Mesmo com a premissa não tendo sido aproveitada da melhor forma, a trilogia parece ter um caminho promissor pela frente.


Lucas Zeferino

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