EstanteComics | Demolidor - 'A Queda de Murdock' e 'Diabo da Guarda'


O Estante Nerd começará uma nova coluna esporádica. Já falamos sobre séries, filmes e livros. O que mais não pode faltar? Quadrinhos! Ainda mais agora com vários e vários longas baseados em HQs sendo lançados. Para inaugurar a seção, nada melhor do que falar sobre um herói que está super em alta devido à recente série da Netflix (que já tem crítica e texto de primeiras impressões no site). Nessa primeira edição, falarei sobre dois arcos considerados clássicos do Demolidor.

A primeira delas é A Queda de Murdock, roteirizada por Frank Miller e com arte de  David Mazzucchelli. Nela, vemos o Rei do Crime focado em destruir a vida do Homem sem medo.  Esse arco não é considerado um clássico sem motivo. O roteiro é incrível e é do tipo de história que você lê um capítulo atrás do outro. 

Esse arco também é uma boa forma de se preparar para ver a série, caso você ainda não a tenha assistido. Dá pra ter uma boa noção do personagem principal, óbvio, e também do Rei do Crime, que aparece no seriado fazendo da vida do Demolidor um inferno.

Diferente de hoje, nos anos 80, quadrinhos eram produzidos visando um público mais jovem. Logo, tudo que acontecia era explicado timtim por timtim, fosse através do pensamento do personagem ou por meio de um narrador. Em outros arcos que eu li, isso me incomodou bastante. Mas com essa HQ foi diferente. Gostei da forma que trabalharam isso sem esfregar todos os detalhes na cara do leitor. 

 
O outro arco é Diabo da Guarda, que já possui uma pegada mais obscura. Outro que, assim que você começa a leitura, fica difícil de largar. Nele vemos rostos conhecidos de quem viu a série, como Karen Page e Foggy Nelson. O ponto de partida da história é a aparição de um bebê nas mãos de Matt. Uns dizem que ele é um Messias, outros, que ele é o Anticristo. E essa dúvida permanece na cabeça do Demolidor durante toda a história. 

Esse arco me agradou bastante. O roteiro, de Kevin Smith, foi muito bem produzido, sem medo de dar finais “tristes” e inesperados aos personagens. A questão da religião também foi bem trabalhada e condizente com a história. A arte ficou por conta de Joe Quesada. 

Esse foi o primeiro EstanteComics! Deixe sua opinião sobre a nova coluna do site e conte pra gente que quadrinhos você gostaria de ver sendo abordados nas próximas edições!


Lucas Zeferino

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