Crítica | Divertida Mente


Pixar volta a todo vapor, depois de um ano sem lançamento, com o emocionante Divertida Mente. O filme se resolve em torno da jovem Riley, que ao completar 11 anos descobre que tem de ser mudar para San Francisco, deixando tudo que conhece para trás. A sua vida parece cada vez mais complicada, principalmente dentro da sua cabeça, onde a magia do filme ocorre. O espectador é rapidamente exposto as suas emoções: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho. 

Entramos nesse mundo mental e vemos, desde seu nascimento, como ele funciona, viajando por
inúmeros momentos da juventude da protagonista e aprendendo sobre como algumas memórias são "principais" para o desenvolvimento da personagem, enquanto outras são descartadas com o tempo. Com a menina atingindo a pré adolescência começamos a ver que Alegria, a líder das emoções, começa a perder o controle, enquanto a tristeza se torna cada vez mais presente, bagunçando todo o sistema emocional e fazendo que ambas as emoções sejam jogadas para fora da sala de controle, caindo numa jornada de auto-descoberta que paralela com a de Riley. 

Além de divertir, a jornada de emoções e novas experiências, faz com que todos pensemos sobre o que se passa na nossa cabeça, já que a forma que as emoções são mostradas com toda essa hierarquia mental, é genial e criativa. Eu nunca achei que a Pixar tivesse caído de qualidade, porém essa se tornou uma opinião comum. A questão é que os filmes recentes já não pareciam tão “inovadores” quanto antes e essa é a grande sacada de Divertida Mente, ele é totalmente novo e isso vem desde seu o conceito, passando por suas  ideias e indo até a execução, tudo é uma novidade, uma boa novidade. 

Assim como o diretor Peter Docter pegou o: “E se existissem monstros no armário” que se passa na mente de varias crianças na infância e criou 'Monstros S.A.", ele pegou o "O que se passa na cabeça dela" e criou Divertida Mente. A historia não tem medo de ir fundo em memórias mais tristes (tocando de leve na depressão) mesmo quando brinca com aquelas mais felizes e bobas, algo que a Pixar ama fazer, e isso só adiciona aquele sentimento de filme feito pra família, que o estúdio tem. Sem falar que a trilha sonora que remete a 'UP - Altas Aventuras' também ajuda a construir esse sentimento. Pessoas de qualquer idade vão compreender o filme, mesmo que de formas diferentes. O trocadilho usado no título brasileiro me irritou quando foi anunciado, mas acho que no final das contas ele caiu como a luva é uma boa definição do que é o filme.

Notas:

  1. Assisti o filme numa sessão Legendada, não sei dizer se o trabalho de dublagem Brasileiro ficou bom, mas os dubladores originais são excelentes.
  2. Antes da exibição do filme é exibido o curta ‘LAVA’, infelizmente um dos piores curtas já produzidos pela Pixar.
  3. Tem cenas durante o inicio dos créditos.




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