Crítica | Cidades de Papel


Adaptação da obra de John Green passa mensagem sem ser clichê


Com muito hype, eis que chega aos cinemas Cidades de Papel, adaptação do livro homônimo de John Green.  A segunda obra do autor a ser levada para as telonas tem um clima totalmente diferente de A Culpa é das Estrelas, e, apesar das diferenças em relação ao livro, o longa tem potencial para agradar tanto aos fãs, quanto àqueles que não conhecem a história. 

O filme é bastante divertido e conseguiu, de forma despretensiosa, passar sua mensagem. Tudo isso sem ser clichê demais. Mesmo sem se afeiçoar tanto aos personagens principais, é muito fácil se identificar com alguns aspectos deles e principalmente com algumas das situações pelas quais eles passam. 

Com relação ao livro, há várias mudanças. Para melhor fluidez do roteiro, algumas coisas aconteceram em ordem diferente e de outras formas. Mas isso não prejudicou o resultado final. Como disse, tudo colaborou com o andamento do filme e só adicionou.   

No geral, o clima do filme é bem “sessão da tarde”. Aquele filme leve, engraçado, divertido e que vai te prender naquela história aparentemente boba. Mas como dito anteriormente, um dos grandes trunfos de Cidades de Papel é passar uma grande mensagem sobre amizade de forma não óbvia e clichê. 

Entre acertos e deslizes, Cidades de Papel consegue cumprir o requisito e é, sim, um bom filme adolescente. Vai te entreter, fazer você rir e pensar sobre algumas coisas. Nada muito profundo, mas bastante válido.

As mudanças com certeza vão incomodar algumas pessoas (provavelmente, muitas), mas tudo isso  só contribuiu para um melhor resultado final da obra. 

Lucas Zeferino

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