Resenha | A Cidade Murada

Título: A Cidade Murada
Título Original:  The Walled City

Autor(a): Ryan Graudin 
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 400
Sinopse:  A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho.


A Cidade  Murada é, definitivamente, um livro que não tem o hype que merece. Lançado no Brasil em abril deste ano,  a obra passou despercebida e não teve destaque na internet. Mesmo no booktube gringo, vi poucos canais que comentaram sobre. 

O stand alone escrito por Ryan Graudin é baseado em uma cidade que realmente existiu em Hong Kong, na China. Descrita como um amontoado de casas de madeira, com ruas com pilhas e mais pilhas de lixo, é um lugar  muito perigoso, onde só os mais fortes sobrevivem. 

O livro mostra o ponto de vista de três personagens e é narrado em primeira pessoa com capítulos intercalados entre eles. Sabe aquele tipo de trama com encontros e desencontros? Você encontrará em “A Cidade Murada”. Os personagens estão em busca de algo ou alguém, e em vários momentos, deixam de encontrá-los por pouco. Isso me lembrou a Arya, de As Crônicas de Gelo e Fogo. 

A escrita é simples e combina perfeitamente com a narrativa, o que torna a leitura bastante rápida. As cenas de ação e perseguição são muito bem descritas e dão um ritmo frenético. Inclusive, o livro começa com uma cena dessas, prendendo o leitor logo de cara.

A autora soube montar uma história coerente durante todo o livro. Desde o início, ela sabia onde queria chegar e como iria fazer isso. Essa é a coerência da qual eu falo. Durante a leitura você percebe que não há enrolação, ou coisas sem sentido que estão ali só por estar. A autora criou uma linha de acontecimentos e a seguiu. Ponto para Ryan Graudin! 

“A Cidade Murada” foi uma grande surpresa, e muito positiva. Eu mal havia começado a leitura e já estava super envolvido na trama e apegado aos personagens, torcendo muito para que tudo desse certo. 

A autora obteve muito sucesso ao contar uma história que combinou demais com o ritmo frenético da narrativa posta por ela, transformando o livro em um daqueles que pedem para ser devorados rapidamente e que não te deixam pausar a leitura por nada. 

Lucas Zeferino

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