Crítica | Fear The Walking Dead - 1ª Temporada




Primeiramente analisemos o personagem de Travis que tentou-se empurrar por goela abaixo como líder porém devido a sua crença de que os zumbis ainda eram humanos e sua fé nas pessoas, muitas vezes, não conseguiu exercer tal papel, tendo sua posição momentaneamente roubada pelo forte e misterioso Victor Strand, que mostrou ter um plano e liderança, porém mostrando também não ter escrúpulos quando o assunto é manter-se vivo. No entanto, vemos no último episódio da temporada uma transformação em Travis que pode significar o desenrolar de uma personalidade mais forte que enfim figure-o como líder.   


Já com relação ao elenco adolescente, acredito que os produtores tenham feito uma pesquisa de opinião com a seguinte pergunta: Qual o personagem mais irritante e problemático da série original? 8 de 10 resposta com certeza apontariam para o jovem Carl. Então eles pensaram: vocês não gostam? Pois tomem 2! É isso que imagino que tenham feito, porque não existe outra justificativa para a existência de personagens tão chatos. Alicia e Chris são inconsequentes, problemáticos, irresponsáveis e ainda vão, por meio de suas atitudes, colocar o resto do grupo em problemas. Fora isso, ainda possuem momentos de crise adolescente, que não cabem na produção, e de romance, que na minha opinião, não funciona.


Além dos jovens imprudente, os adultos da produção mostraram que a natureza humana é irresponsável, como as atitudes de Madison (S01E04) quando cortou a cerca, saiu para caminhar na rua e quase foi pega pelos militares e claro nosso Benjamin Barker* da era dos zumbis e sua ideia de ‘girico’ de liberar a horda de zumbis preso no armazém para atacar o hospital militar improvisado (S01E06). Tais atitudes provam que a raça humana por si se destrói.



Possuindo o dinheiro inerente de um produto da gigantesca serie The Walking Dead, Fear The Walking Dead foi bem produzida e por conseguinte teve uma bela audiência suprindo as expectativas da produtora. No entanto, ela me pareceu realmente apenas uma estratégia para trazer Zumbis, para as TV’s, o ano todo, só que com menos gastos afinal os atores ainda não são tão conhecidos e sem desgastar o elenco original. A produção focou nas relações humanas em tempos de crises, mas, convenhamos, existem muitos shows por aqui que fazem isso, inclusive a produção original da qual teve origem.

Tendo isso em vista, vem a minha nota para a série, que apesar de bem dirigida e com boas atuações não chegou nem perto de me deixar empolgado nem de suprir as minhas expectativas para a mesma, eu não queria ver mais do mesmo, queria uma nova abordagem de um universo em comum. O personagem principal podia ser um oficial de alta patente que estivesse por dentro das operações e de outras informações, a serie não precisava ter mais do que três temporadas e na terceira, esse oficial poderia ser aquele que estava morto dentro do tanque do qual Rick pega a granada, FIM.


No entanto, ao contrário do que eu imaginava, quase nenhuma nova informação foi adiciona ao universo. Algumas perguntas, por exemplo, continuam sem resposta, como o paciente zero a origem do vírus, aonde está o governo? (Realmente não acredito que não haja mais governo, o presidente dos EUA deve estar sendo bem guardado em um bunker ou em um porta-aviões no meio do atlântico) dentre outras.

*Para quem não entendeu a referencia, trata-se do personagem principal de Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet.

Nota para a Temporada:



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