Crítica | Jessica Jones - 1ª Temporada


E chega a Hell's Kitchen uma heroína que não quer ser heroína



A segunda série fruto da parceria entre a Marvel e a Netflix finalmente foi lançada e, assim como ocorreu em Demolidor, o resultado foi positivo. Jessica Jones chegou ao serviço de streaming com um tom diferente do já visto em outras produções do estúdio e entregou treze episódios com ritmo e personagens interessantes.

Diferente de quase todas as histórias de heróis, Jessica Jones apresenta uma protagonista que nega a ideia de vestir um traje e criar um alter ego. Às vezes, ela rejeita até mesmo a ideia de salvar as pessoas. Isso já deu um clima totalmente diferente e fez com que a série não se tornasse mais do mesmo.

Os traumas pelos quais a personagem passou também dão uma pegada mais depressiva para a trama. Ao passar dos episódios, vamos descobrindo mais sobre o passado dela e entendemos cada vez mais o que a transformou naquela pessoa fechada e relutante em “aceitar o fardo”.

Em nenhum momento dos treze episódios dessa temporada de estreia, a série perdeu o ritmo. Já logo de cara somos sugados para dentro da história e a partir daí é impossível querer sair. Os episódios não têm, somente, um ritmo frenético. Eles não são cansativos e sempre apresentam algo novo que te faz querer terminar aquilo logo. Perfeito para uma maratona Netflix.

A relação entre os personagens foi bem explorada. Tennant consegue deixar todo mundo com nojo de seu Kilgrave, o tipo de vilão sem escrúpulos que sabe o poder que tem e que, ainda por cima, não assume a culpa pelo que fez.

O único “defeito” da série não é bem um defeito. Com uma ameaça que só cresce, que é Kilgrave e seu poder de manipulação, fica difícil de imaginar um desfecho que fosse ser surpreendente e fugisse do óbvio. Tudo bem, eles até poderiam ter feito algo diferente, mas, as consequências disso fariam bem para uma possível segunda temporada?

A série termina de forma a não deixar uma expectativa para o que está por vir. O que tem que ser resolvido é resolvido e pronto. Acabou. Não ocorreu o mesmo com Demolidor, que chega ao fim de seu décimo terceiro episódio deixando todo mundo louco para ver mais.

Mesmo com esse final não tão empolgante, a série só reafirmou a qualidade dos materiais produzidos em parceria com a Netflix. Agora resta esperar para ver como serão as série de Luke Cage e Punho de Ferro, a qual foi confirmado recentemente que está, sim, em produção. E, é claro, teremos a segunda temporada de Demolidor e a série que reunirá os quatro, Defensores. 

Lucas Zeferino

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