Resenha | Armada

Título: Armada
Título Original:  Armada
Autor(a): Ernest Cline
Editora: Leya
Ano: 2015 
Páginas: 432
Sinopse:  Zack sempre sonhou com uma realidade parecida com o universo dos livros e filmes de ficção científica. Por que nunca acontecia algo fantástico que pudesse trazer um pouco de aventura à sua vidinha mais ou menos? Então, de repente, ele vê uma nave espacial. E, mais estranho ainda, ela é idêntica à do seu videogame preferido. Agora, suas habilidades ao joystick serão fundamentais para salvar a Terra da destruição!

Jogador Nº 1 é um dos meus livros favoritos da vida e, dito isso, não preciso comentar que a minha expectativa para qualquer coisa nova que Ernest Cline escrevesse seria altíssima. Já havia lido algumas resenhas não tão positivas de Armada e eu ainda acreditava que gostaria do livro. Porém me decepcionei um pouco. 

Não esperava algo melhor que a primeira obra do autor. Mas parece que Ernest cometeu deslizes tentando fazer, justamente, aquilo que mais me agradou em Jogador Nº 1. 

As referências à cultura nerd são o toque especial do primeiro livro, e em Armada, não é o que acontece. Não era natural. A impressão é de que Cline decidia que era hora de colocar referências e não parava mais. Em certos pontos o protagonista passava por uma situação X e o autor citava inúmeros personagens de inúmeros filmes, séries e games nerds que passaram pela mesma situação. Era uma tentativa de repetir a fórmula que tanto deu certo em Jogador Nº 1, mas que não foi realizada com sucesso neste caso. 

A própria trama em si pareceu não ter fôlego. Gostei do plot e da conspiração criada pelo autor. Mas, no fim da obra, que foi o mais decepcionante de tudo, você para pra pensar e não percebe algo muito trabalhado, com início, meio e fim. Parece algo que só foi sendo levado. As cenas de batalha entre as naves, que deveriam ser pontos de ápice na história, foram maçantes e extensas demais. 

Apesar da decepção com o final e com esses pontos citados acima, a leitura foi proveitosa. Entreteve e conseguiu ser divertida. A escrita é simples e o personagem principal narra a história com um humor que torna tudo mais fluido. Algumas reviravoltas foram bem posicionadas no decorrer da história e serviam de gancho para manter o leitor preso. Isso fez com que a leitura fosse, sim, prazerosa. Mas, infelizmente, não posso pensar no livro sem deixar de lado a sensação de que faltou algo.
 

Lucas Zeferino

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