Crítica: Star Wars VII - O Despertar da Força


Parece que foi ontem mesmo que foi anunciada a notícia de que a saga Star Wars ganharia uma nova trilogia. Os fãs se dividiram: Alguns achavam que a saga já estava completa do jeito que estava; outros já estavam curiosos sobre o destino dos personagens depois de O Retorno de Jedi. O fato é que a Disney conseguiu os direitos da Lucasfilm e isso garantiu que o universo ganhasse sua expansão primeiramente com o Episódio VII. E uma notícia ainda maior: George Lucas passaria o cargo de diretor para o então já conhecido responsável pela franquia Star Trek, J.J. Abrams. E essa talvez tenha sido a melhor decisão que o estúdio tomou.

A direção de Abrams é superior à de Lucas em níveis extremos, sobretudo nas cenas de luta, voo, e principalmente na introdução dos personagens. O elenco novo, formado por Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac é um show à parte, e cada um possui seu carisma que entrega um bem necessário para a trama se desenvolver. Os dois protagonistas principais, Ridley e Boyega, estão excelentes em seus papéis e nos entregam personagens muito bem desenvolvidos. Rey (Ridley) com certeza já entrou na lista de personagens femininas mais fortes do cinema, contribuindo muito para que o conflito entre o bem e o mal presente no filme entre mais em evidência. 

Já Finn, vivido por Boyega, é um personagem completamente equilibrado, sabendo muito bem a hora de ser o herói, e ao mesmo tempo o alívio cômico (que funciona muito bem). Poe Dameron (vivido por Oscar Isaac) é o que menos recebe destaque em meio aos protagonistas, mas quando entra em cena mostra o seu charme e a sua importância.  

E se já não bastasse o excelente trabalho de J.J. Abrams, o outro destaque deste filme com certeza é o vilão Kylo Ren (Adam Driver), um personagem totalmente complexo e que provavelmente ainda será desenvolvido nos próximos filmes. As cenas em que o vilão entra em cena são de arrepiar, e os atos praticados por este fazem o filme fluir ainda mais. 

Falando agora do elenco já conhecido, temos Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hammil, Peter Mayhew, Anthony Daniels e Kenny Baker, novamente interpretando, respectivamente, Han Solo, Leia, Luke, Chewbacca, C-3PO e R2-D2. Esse núcleo remete à sensação de nostalgia, e nenhum também desaponta. A novidade é a presença de Han Solo como mentor dos novos protagonistas, remetendo à função de Obi-Wan na trilogia clássica; e Leia como a general da nova aliança rebelde. 

Os efeitos especiais estão ótimos e (bem) diferente da nova trilogia são usados no tempo certo, sem o excesso que foi usado anteriormente. E a trilha sonora também merece destaque, já que continua sendo feita por John Williams (que mais uma vez exerce um ótimo trabalho). 
E como nada é perfeito, o filme tem sim alguns pontos negativos. O exemplo é algumas cenas extremamente idênticas às de Uma Nova Esperança. Além disso, o tempo em cena da personagem Capitão Phasma (Gwendoline Christie) é praticamente mínimo, e poderia ter sido muito mais desenvolvida. Mas claro, isso não tira o mérito da grandiosidade do filme. 

O Despertar da Força é um excelente trabalho e que pode atrair os antigos fãs da saga e também fazer com que mais pessoas se interessem por esse universo. Serve também como aquecimento para os próximos filmes, e garante ainda mais a empolgação com a expansão que está sendo feita. A força despertou!

Observações: 
  • Não falei muito da história do filme na crítica porque teria que comentar de cenas que são spoilers, então foi um fato que achei melhor não ser destacado. 
  • Se você é fã da saga e ficou com raiva pelo fato desse filme possuir um protagonista negro e uma protagonista mulher, não quero ver você opinando sobre a minha crítica. Aliás, não quero ver você no mundo. 






Enrico Scafutto

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