Resenha - Nova Ordem (Mundo Novo - Livro 2)


Título: Nova Ordem
Título Original:  The New Order
Autor(a)Chris Weitz
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 266
Sinopse: Jefferson, Donna e seus amigos descobriram que os adolescentes não são os únicos que sobreviveram ao vírus e, em meio ao caos do resgate da Marinha, eles se separam. Jefferson volta para Nova York e tenta levar a Cura para a tribo da Washington Square, enquanto Donna vai parar na Inglaterra, onde se depara com um mundo pós-Ocorrido inimaginável. Mas um desastre ainda maior que a Doença está prestes a acontecer, e Donna e Jefferson só poderão evitá-lo se acharem o caminho de volta um para o outro.

Também resenhamos o primeiro volume da série, Mundo Novo.

Depois da leve decepção com Mundo Novo, fui sem expectativas para a leitura de Nova Ordem. Isso com  certeza ajudou. A falta de surpresas no primeiro livro me fez termina-lo com um sentimento de indiferença ao que eu tinha lido e ao que estava por vir. Mesmo assim, continuei a série e o resultado foi positivo.

Nova Ordem  já começa em um novo cenário, com os personagens em situações que deixam o leitor curioso e empolgado com a leitura. O fato de eles estarem separados ajuda nisso, pois os pontos de vista de Donna e Jefferson são intercalados, o que deixa cada  capítulo interessante, mesmo que não apresentasse algum acontecimento grande.

O grande trunfo do livro, no entanto, é o bom humor dos narradores. Cheia de referências extremamente atuais, a narrativa é divertidíssima e tornou a leitura mais prazerosa.
Novos pontos de vista foram adicionados no final do livro. Espero que eles sejam melhor explorados no volume final. 

Apesar da semelhança com a série “Gone”, a obra de Chris Reitz não a supera e as duas são distintas. Ela não vai tão fundo quanto a primeira. Gone tem uma pegada mais voltada para as mutações e explora mais o fato de crianças terem que aprender a viver sozinhos.

Apesar dos pesares, Nova Ordem se mostrou uma boa leitura. A trama é curiosa e tem potencial para prender o leitor, mesmo que o desenvolvimento do primeiro volume deixe a desejar. Mas, o humor da narrativa faz a experiência valer. 


Lucas Zeferino

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