Crítica | X-Men: Apocalipse

Rostos já conhecidos são introduzidos com nova roupagem como o futuro dos mutantes no cinema

O receio se mostrava presente ao entrar na sala de cinema para ver X-Men: Apocalipse Os críticos não haviam gostado muito do filme e rolava aquele medo de o filme decepcionar. Mesmo que isso não seja regra, tendo em vista outros casos de longas odiadas pelos especialistas em cinema e que foram ótimos filmes para mim. Mas não tem como evitar aquele certo medo.

Não vou dizer que o filme me surpreendeu. Mesmo com o receio, eu esperava que iria gostar. Assim como aconteceu com Dias de Um Futuro Esquecido. X-Men: Apocalipse me entreteve, foi engraçado quando deveria e também conseguiu me deixar nervoso nos momentos da batalha. Foi uma experiência boa. Me pergunto o porquê da má recepção entre os críticos. O filme tem defeitos? É óbvio. Mas o conjunto geral da obra agradou.

O longa peca em usar alguns personagens somente como alegoria. Psylocke, que nos trailers dava a impressão de ser uma das atrações principais do filme, não passa de um acessório que vive ao lado do Apocalipse. Teve pouquíssimas falas e seu momento principal já havia sido mostrado nos trailers. Não houve nenhuma surpresa.

Outra que foi subaproveitada, mas o que já era esperado, foi Jubileu. O visual da mutante está perfeito, mas ela também ficou só de paisagem. A cena dos jovens no shopping, da qual haviam vazado fotos na época das gravações, foi cortada da versão exibida nos cinemas. Só mostraram a saída deles do cinema. Seria o único momento em que a garota teria mais destaque.


Os quatro cavaleiros do Apocalipse também foram introduzidos como "os primeiros aos quais o vilão chegou". Exceto Magneto, que teve um tratamento diferenciado por causa do seu poder (ainda bem, não é mesmo?), parecia que os outros três poderiam ser substituídos por qualquer outro mutante. Isso poderia ter sido melhor trabalhado. 

Tirando isso, Apocalipse cumpre o requisito como vilão e se mostra uma verdadeira ameaça. Tanto no decorrer do filme como na batalha final. A falta de experiência dos jovens Jean, Noturno e Ciclope acentuaram esse medo, deixando o espectador temeroso durante todo o embate.

A resolução da trama também foi boa, não sendo fácil demais, como acontece em muitos filmes, e deixando um gancho, o qual todo mundo já conhece, para os futuros filmes da franquia.


X-Men: Apocalipse conseguiu terminar a nova trilogia de forma digna e ao mesmo tempo, deixar espaço aberto para novas histórias dos mutantes nas telonas, com personagens cativantes e que podem render boas histórias. 

Lucas Zeferino

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