Resenha | Minha Metade Silenciosa


Título: Minha Metade Silenciosa
Título Original:  Stick
Autor(a): Andrew Smith
Editora:  Gutenberg
Ano: 2014
Páginas: 304
Sinopse: Stark McClellan tem 14 anos. Por ser muito alto e magro, tem o apelido de Palito, mas sofre bullying mesmo porque é “deformado”, já que nasceu apenas com uma orelha. Seu irmão mais velho, Bosten, o defende em qualquer situação, porém ambos não conseguem se proteger de seus pais abusivos, que os castigam violentamente quase todos os dias. Ao enfrentar as dificuldades da adolescência estando em um lar hostil e sem afeto – com o agravante de se achar uma aberração –, o garoto tem na amizade e no apoio do irmão sua referência de amor, e é com ela que ambos sobrevivem. Um dia, porém, um episódio faz azedar terrivelmente a relação entre Bosten e o pai. Para fugir de sua ira, o rapaz se vê obrigado a ir embora de casa, e desaparece no mundo. Palito precisa encontrá-lo, ou nunca se sentirá completo novamente. A busca se transforma em um ritual de passagem rumo ao amadurecimento, no qual ele conhece gente má, mas também pessoas boas. Com um texto emocionante, personagens tocantes e situações realistas, não há como não se identificar e se envolver com este poético livro.

Ao pegar Minha Metade Silenciosa para ler, o que eu precisava de um livro contemporâneo, de rápida leitura e que me envolvesse com a história e os personagens. A obra me entregou tudo isso. Me fez sair de um limbo no qual eu não tinha vontade de ler nada. Eu só não esperava gostar tanto como gostei do livro.

Minha única experiência com a escrita de Andrew Smith até então havia sido com Selva de Gafanhotos. Simplesmente adorei a leitura, mas super entendo que não é um livro que não consegue agradar todo mundo. É oito ou oitenta. Ou você ama ou odeia.

Minha metade silenciosa é mais acessível nesse quesito. É mais fácil você entrar e se envolver com a história do Stark do que com a de gafanhotos gigantes que querem acabar com o mundo.

Uma das coisas que mais me agrada na escrita de Andrew Smith é que ele consegue retratar os dilemas da adolescência de uma forma muito condizente com a realidade. E de uma forma seca, sem muitos enfeites. As coisas são narradas da forma que acontecem na vida real.

Você inicia a leitura esperando um determinado drama, mas acaba se vendo de frente com uma história que vai muito mais fundo envolvendo relações familiares. E a escrita do autor casou muito bem com isso. O melhor é que nada é piegas. O livro não cai em nenhum dos clichês dos quais poderia ser inserido.


Apesar das temáticas sérias que o livro aborda, a leitura é rápida e a narrativa fluida. Boa dica de leitura para um final de semana. 


Lucas Zeferino

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