Crítica | Esquadrão Suicida

Expectativas podem arruinar a experiência de ler um livro, ver uma série ou filme. Não foi o que ocorreu comigo em Esquadrão Suicida. Eu não estava dentro de todo esse hype criado em volta da nova produção do universo cinematográfico da DC. Não possuía muita expectativa em cima do longa, e mesmo assim saí decepcionado do cinema.

A apresentação do time que dá nome ao filme foi bem feita. Recheada de músicas conhecidíssimas, essa introdução já te insere na história de forma animada e empolgante, te deixando ansioso para ver todos aqueles personagens em ação.  Mas, a sensação que dá, na primeira metade do filme, é de que eles estão ali só como alegorias, executando, inicialmente, funções que os soldados que estavam em sua volta poderiam executar.

Vamos ao Esquadrão em si. Os personagens são bons e alguns mereciam até mais tempo de tela. Os “protagonistas” aqui são o Pistoleiro e Arlequina. Esta, muito bem representada por Margot Robbie, que soube dar à personagem o jeito louco e, em certos momentos, o ar lúcido que a mesma possui.  O Coringa até aparece bastante, mas não chega a roubar a cena, como  muitos achavam. Nem havia como roubar a cena.

É visível que a história foi planejada para ser contada em mais do que duas horas. O filme possui muitos cortes bruscos que incomodam. E você consegue perceber claramente algumas cenas que precisavam de um melhor desenvolvimento para que tudo fizesse sentido mais à frente. Mas não. Certas coisas acontecem do nada e rápido demais.

A interação entre o time também não foi bem explorada. Pelo que nos é mostrado, percebe-se que eles criaram uma afeição entre si, mas, devido à pressa do roteiro, do nada eles já se consideram família. Já era esperado que fôssemos vê-los se aproximando no final do filme, mas tenho que dizer que pareceu forçado.

O filme tem seus bons momentos e é divertido. Me entreteve na sala de cinema. Mas, ao final da experiência, os pontos que não achei tão legais assim acabam pesando mais. É um bom filme, mas não faz jus a todo o hype criado.  


Lucas Zeferino

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