EstanteComics | Batman: A Piada Mortal


A minha primeira e única experiência com quadrinhos antes da leitura de Batman: A Piada Mortal foram os gibis da Turma da Mônica. Até então, quadrinhos que abordam outros temas e personagens - em sua maioria os super-heróis - não me chamavam tanta atenção. Isso começou a mudar com o sucesso dessas histórias no cinema, afinal, algo que arrasta multidões para as telonas e lidera bilheterias pelo mundo desperta curiosidade em quem não está tão inserido no meio assim.
Não conheço a fundo a história do Batman, apenas pequenos detalhes: jovem herdeiro das empresas Wayne que tem os pais assassinados, o detetive Gordon, uma coisa ou outra sobre Gotham... Basicamente o que foi abordado na série até a terceira temporada. Decidi começar com esse super-herói por já ter certa familiaridade com o personagem


PRIMEIRAS IMPRESSÕES

A edição de capa dura é incrível. Não conheço as versões anteriores da obra, mas só esse detalhe já chama a atenção do leitor de cara. Os desenhos, os traços, os detalhes, as cores, a perspectiva do universo pelo olhar de Brian Bolland, de modo geral, é simplesmente fantástico. Em alguns quadros os desenhos até pendem para características mais tridimensionais.

A HISTÓRIA

No início da leitura já somos inseridos direto em um ponto em que Batman e Coringa já possuem uma história. A obra gira em torno das circunstâncias que transformaram o Coringa em quem ele é, apresentando certa parte do passado do personagem. Em paralelo a isso tem os preparativos do vilão para enlouquecer Gordon após mais uma fuga e os questionamentos sobre como será o desfecho da história do Batman com o Coringa.


O QUE EU ACHEI

O que mais chama atenção é o modo como o leitor que não conhece nada ou pouco da história consegue entender e analisar a questão do tempo durante a leitura. Acontecimentos do passado se misturam ao presente de forma que o enredo vai se complementando, até que seja possível compreender como a história chegou naquele ponto. Além disso, a obra faz referência com outros casos já apresentados no universo do super-herói, como o bando do capuz vermelho.
Assim como eu, quem nunca leu e pouco conhece, acaba criando uma curiosidade sobre outros acontecimentos entre o Batman e o Coringa. Além de gerar certo sentimento de empatia com o segundo que, apesar de louco, trata com humor ácido algumas circunstâncias da realidade da obra e da vida real.

Milena Coutinho

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